sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Sê Missionário e levanta te contra a pobreza


Este fim de semana é muito rico ao invocar temas fundamentais da nossa fé cristã: Dia Mundial Missionário (18 Outubro) e Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza (17 Outubro). Os dois temas nos levam a levantar a cabeça e a ver o mundo como uma família que precisa da boa nova de Cristo e da solidariedade de todos. Viver neste mundo apenas pensando na nossa felicidade e sendo indiferentes aos que sofrem e são mais pobres, não é marca cristã! Por isso, nos dias 16, 17 e 18 mostra que és cristão. Participa na Eucaristia e alimenta-te de Cristo para O anunciares. Participa na Campanha do Levanta-te contra a Pobreza e Actua e manifesta a tua solidariedade com os mais de 1.000 milhões de pobres no mundo.

Faz um gesto concreto e junta-te com outros para lutarmos contra a indiferença e sensibilizarmos para a solidariedade, durante os dias 16,17 e 18 de Outubro.
Fala desta campanha com os teus colegas, amigos ou membros de comunidade ou família.
Escolhe um momento em que possa estar o maior número de pessoas e combina um gesto.
Lê o Manifesto e faz um gesto conjunto: levantar-se, passeata, oração...
Conta o número de pessoas e regista-te no site: http://www.levanta-te.org/


Sugestão para incluir numa celebração litúrgica no momento que acharem mais adequado:


Breve introdução à campanha (sentados):

Celebramos o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza e o Dia Mundial Missionário. No mundo continuam a crescer os que não conhecem a Boa Nova de Cristo. O número de pobres no mundo chegou aos mil milhões. Não podemos ficar indiferentes. Cristo ensinou-nos a pedir "o pão nosso de cada dia" para todos. Vamos fazer um gesto que manifesta a nossa vontade de lutar contra a pobreza e mostrar a nossa disponibilidade para sermos enviados em missão por Cristo.


Levantemo-nos e cantemos juntos:

Cristo quer a tua ajuda para amar, para amar
Cristo quer a tua ajuda para amar (bis)

Não te importes da raça nem da cor da pele
Ama a todos como irmãos e faz o bem (bis)

Ao que sofre e ao triste, dá-lhe amor, dá-lhe amor
Ao humilde e ao pobre, dá-lhe amor (bis)

Papa afirma que alimentação é um “direito humano fundamental”


CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 16 de Outubro de 2009 (ZENIT.org).- Na luta contra a fome, é necessário mudar de estilos de vida, promover o desenvolvimento dos países mais pobres e deixar de lado certos privilégios. Foi o que afirmou Bento XVI na mensagem da Jornada Mundial da Alimentação, que leva por tema: "Alcançar a segurança alimentar em tempo de crise".
"O acesso ao alimento é um direito fundamental das pessoas e dos povos", destacou o Papa na mensagem enviada ao Diretor Geral da FAO, Jacques Diouf, "e por isso os governos e os diversos componentes da Comunidade Internacional estão chamados, especialmente frente à atual crise global, a "realizar eleições determinantes e eficazes".
Segundo o Sofi 2009, o Informe anual sobre o estado da alimentação no mundo, publicado pela FAO e pelo Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU, este ano pela primeira vez o número dos famintos superou o bilhão - os números falam de um bilhão e vinte milhões de pessoas - com um aumento de 9% com relação ao ano passado.
A quase totalidade dos famintos vive nos países em vias de desenvolvimento: na Ásia e no Pacífico estima-se que são 642 milhões; na África subsaariana 265 milhões; na América Latina e no Caribe 53 milhões; no Oriente Próximo e no Norte da África 42 milhões. Mas o número dos famintos aumentou nos países ricos do norte do mundo, onde chegam aos 15 milhões.
No curso da última década - também antes da atual crise - o número das pessoas mal nutridas havia aumentado, de modo lento mas constante. Entre 1995-1997 e 2004-2006, com a baixa substancial da ajuda política ao desenvolvimento destinadas à agricultura, o número dos desnutridos aumentou em todas as regiões, exceto na América Latina e no Caribe, ainda que em nesta região a crise económica e alimentar suprimiram os progressos realizados.
Na mensagem, o Papa sublinha que "a agricultura deve poder dispor de um nível suficiente de investimentos e de recursos", e que também disto se necessitam também "uma profunda solidariedade e uma fraternidade de amplas vistas".
Em particular - acrescentou citando Caritas in Veritate - o drama da fome poderá ser vencido só ‘eliminando as causas estruturais que o provocam e promovendo o desenvolvimento agrícola dos países mais pobres mediante investimentos e infraestruturas rurais, em sistemas de irrigação, em transportes, em organizações dos mercados, em formação e difusão de técnicas agrícolas apropriadas, capazes de utilizar o melhor possível os recursos humanos, naturais e socio-económicos e acessíveis no âmbito local".
O Papa observou também que "a consecução destes objetivos requer uma necessária modificação dos estilos de vida e das formas de pensar".
Por isso, é indispensável "favorecer uma cooperação que proteja os métodos de cultivo próprios de cada área e evite um uso exagerado dos recursos naturais", além de salvaguardar "os valores próprios do mundo rural e os direitos fundamentais dos trabalhadores da terra".As soluções técnicas, ainda avançadas, têm pouca eficácia "se não se referem à pessoa, principal protagonista que, em sua dimensão espiritual e material, é a origem e fim de toda atividade", concluiu Bento XVI.

DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO: 16 Outubro


Um dos objectivos da ONU é eliminar a fome. Por isso em 1945 estabeleceu-se a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação; e a partir de 1981 considera-se esta data, 16 de Outubro, como Dia Mundial da Alimentação.
Cerca de 1.000 milhões de pessoas que vivem em países em desenvolvimento não têm alimentos suficientes e outros 34 milhões de pessoas que vivem em países industrializados sofrem continuamente a falta de alimentos necessários para sobreviver.